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22/7/2008
NOSSO ANTENDIMENTO
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Aos clientes do programam Au Pair e Curso de Idioma, favor entrar em contato pelo telefone: (14) 3011-7703 ou pelo email: info@viventia.com.br. |
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22/7/2008
AU PAIR: GANHE MAIS!
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A partir de 24/07/2008, as remunerações no programa Au Pair nos EUA sofrem um aumento e passam a ser:
Standard: USD 176,85 por semana
Educare: USD 132,64, por semana
Premiere: USD 255,00 por semana
Plus: USD 215,00 por semana
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19/6/2007
Remuneração Au Pair: US $157,95 semanal!
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NOVA REMUNERAÇÃO AU PAIR: US $157,95.
Em 25/05/2007 o presidente George W. Bush assinou o decreto que aumenta o salário mínimo nos EUA de US $5,15 para US $7,25 por hora. A remuneração semanal do Au Pair está diretamente ligada ao salário mínimo em vigor. Este aumento beneficiará a todos os Au Pairs que já estejam nos EUA e aqueles que ainda chegaram no país após a mudança. A nova remuneração semanal será de US $157,95 a partir de 24/07/2007. A partir de 24/07/2008, será de US $176,85; e parti de 24/07/2009 será de US $195,75. |
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10/5/2007
Colocações de Au Pair em tempo recorde!
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Devido ao novo sistema de colocação da goAUPAIR, LLC nos EUA, no mês de abril registramos colocações de au pairs com famílias americanas que aconteceram NO MESMO DIA em que os applications entraram no sistema!
Viajar com a goAUPAIR é muito mais rápido e seguro! Inscreva-se no programa au pair e veja como mudar a sua vida pode acontecer mais rápido do que você imagina.
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10/5/2007
Au Pairs fazendo estágios profissionais: isso é possível!!!
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Alguns de nossos participantes têm usado o programa Au Pair nos EUA para agregar valor ao seu perfil profissional. Em suas horas vagas, quando não estão cuidando das crianças da família hospedeira, eles realizam estágios não remunerados em suas áreas de estudo / atuação aqui no Brasil, algumas vezes por semana.
De acordo com o Department of State, Au Pairs não podem receber salário ou qualquer forma de compensação fora da família hospedeira. Portanto, com esses estágios de observação ou realizando tarefas simples em grandes empresas, como distribuir as correspondências em uma importante advocacia, organizar as pastas de pacotes turísticos em uma agência de viagens ou preencher as fichas de pacientes de uma clínica de saúde, nossos Au Pairs têm a oportunidade de ver como as coisas funcionam dentro de um ambiente de trabalho na sua área escolhida.
Este é mais um dos excelentes benefícios que o programa Au Pair traz aos participantes. |
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7/7/2006
VAGAS WORK AND TRAVEL 2006/07
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- Wilderness Resort, em Wisconsin Dells no estado de Wisconsin: vagas para salva-vidas e parque de diversões indoors, camareiros, operadores de caixa, ajudantes de cozinha
- Bal Harbor, shopping na região de Fort Lauderdale no estado da Florida: vagas para atendentes de loja, vendedores de comida, operadores de caixa
- Hersher Park – HOJO, na cidade de Pitsburgh no estado da Pennsylvania: vagas em camararia e parque de diversões indoors e camareiros
- Moyer’s Piers, parque aquático indoor na região da cidade de Philadelphia: vagas para salva-vidas e parque de diversões indoors, camareiros, operadores de caixa, ajudantes de cozinha
- Winnetu Oceanside Resort, hotel na cidade de Martha’s Vineyard, no estado de Massachussets: camararia, recepção, garçons & garçonetes, ajudantes de cozinha.
Remuneração: a partir de US $6,50 até US $9,27 por hora de trabalho. Carga horária semanal estimada entre 30 a 40 horas. Moradia sempre indicada pelo empregador a um custo que varia de US $250 a US $350 por pessoa por mês, vai depender da região que o participante morar.
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21/6/2006
WORK AND TRAVEL 2006/07
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Conheça as nossas vagas para este ano!
Entre em contato conosco para saber sobre as vagas disponíveis para este ano e garanta a sua.
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2/1/2006
Summer Au Pair
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A goAUPAIR apresenta o Summer Au Pair Program.
É o programa Au Pair para quem acha que 12 meses é muito tempo! São 16 semanas de trabalho (15/05/2006 a 15/09/2006), mais 4 dias de férias remunerados.
Ganhe US $250 para estudar durante esse período, e um bônus de US $200 após o retorno.
Participe! Apenas US $500! Entre em contato conosco: info@goaupair.com.br ou pelo telefone (14) 3234-8400. |
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22/9/2005
Trabalhe em Parques de Diversão e Aquático INDOOR em um Resort no Wisoncosin!!!
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Olá pessoal,
Esta vaga é muito interessante, e temos várias pessoas entrando:
Cidade: Wisoconsin Dells
Estado: Wisconsin
Início: 15/12/2005
Descrição da vaga: PARQUE TEMÁTICO (A função dependerá do nível de inglês e perfil de cada candidato) e SALVA-VIDAS em um indoor water park (treinamento será dado no local)
Remuneração: US $7,25 por hora
Moradia: US $75 por semana (Moradia próxima ao local de trabalho, dá pra caminhar. É fornecido roupa de cama, utilitários de cozinha e uma kitchenete. A um preço accessível e de boa qualidade).
Confira no endereço:
http://www.wildernessresort.com/index/waterparks_indoor
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25/4/2005
Harvard Discutirá Imigração de Brasileiros
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Assunto em pauta desde o anúncio da próxima novela das 21 horas “América” da Rede Globo, a imigração de brasileiros para os Estados Unidos, será pauta do I Encontro Nacional sobre Imigrantes Brasileiros nos Estados Unidos, nos dias 18 e 19, na Universidade de Havard (EUA).
A professora do Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Bernadete Beserra, ministrará a conferência de encerramento com o tema - “Brasileiros nos Estados Unidos: Raça, Classe e Nação”.
A imigração, de acordo com a professora, obriga o brasileiro a repensar tudo o que entendia por raça, classe e gênero. “Vou falar durante a conferência como é a interação dos brasileiros nos Estados Unidos”. Bernardete Beserra explicou que ao imigrar, o brasileiro passa por uma transformação e precisa aprender um novo jeito de ser. “É uma adaptação à vida americana”, conta a professora e doutora.
Na palestra durante o Encontro sobre Imigrantes Brasileiros nos Estados Unidos, Bernadete passará ao público a experiência de ter vivido cinco anos naquele País, enquanto fez Doutorado,.
Em 2003, a conferencista publicou o livro “Brazilian Immigrants in the United States: Cultural Imperialism and Social Class”, resultado de um pesquisa sobre a imigração e a realidade dos brasileiros nos Estados Unidos. Na conferência, Bernadete vai apresentar relatos colhidos durante a pesquisa.
A tradução do livro, com o nome “Brasileiros em Los Angeles: Hollywood, Deus, filhos americanizados e outros sonhos”, será lançada no Brasil, no final deste ano. A publicação além de analisar o processo de adaptação nos EUA, traz os perfis dos brasileiros que imigraram.
“Os padrões e perfis são diferentes dependendo da área onde as pessoas se instalam. E dependendo da cor da pele e da classe social muda a adaptação”, afirma a professora. Em “América”, próxima novela das 21 horas, Bernadete diz que a autora Glória Perez retrata o perfil dos imigrantes de Goiás e Minas Gerais, na sua maioria de classe baixa.
PALESTRAS - Bernadete Beserra, PhD em Antropologia pela Universidade da Califórnia, também estará proferindo palestras na Universidade de Califórnia, Riverside; Pomona College e no I Encontro da Brazilian Studies Association, na Universidade de San Francisco.
FONTE: http://brazilianpress.locaweb.com.br
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25/4/2005
EUA detêm empresário e mais 57 brasileiros
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Um empresário brasileiro foi preso em Allston (nordeste dos EUA, perto de Boston) sob a acusação de tentar subornar um agente federal para obter um "green card", o visto de residência permanente nos EUA. A ação foi toda gravada em vídeo, de acordo com autoridades americanas.
Além de José Neto, 38 --que pode ser condenado a mais de 20 anos de prisão--, foram detidos outros 57 brasileiros, funcionários de Neto na empresa de limpeza Spectro Cleaning Services.
Neto foi preso na terça-feira, depois de, segundo os investigadores americanos, ter sido gravado ao menos três vezes oferecendo propina a um agente federal que, em atitude permitida pela legislação dos EUA, negociou com o brasileiro para obter as provas.
O caso começou depois que o empresário foi chamado ao Escritório de Imigração dos EUA em meio a uma investigação sobre venda de identidades falsas que envolveria 700 estrangeiros.
Quando compareceu para depor, ofereceu a propina, segundo a acusação do governo dos EUA. O agente então teria combinado um encontro em um shopping. Neto teria pago US$ 20 mil (em torno de R$ 55 mil) em dinheiro e, segundo o governo americano, pediu em troca "green cards" para ele e para sua mulher.
Ainda de acordo com as autoridades, houve outros dois encontros, em que o brasileiro pagou mais US$ 9.000 (R$ 24 mil) ao todo para obter a liberação de imigrantes ilegais que estavam presos. Ao menos um deles seria funcionário da empresa de Neto.
O brasileiro foi preso na terça-feira à noite. Anteontem e ontem, agentes de imigração entrevistaram --e prenderam-- 57 funcionários da empresa de Neto, todos ilegais. O governo dos EUA informou a autoridades brasileiras que todos eles estão bem de saúde e sendo tratados adequadamente.
Além da tentativa de suborno, o brasileiro também será processado por induzir estrangeiros a permanecer ilegalmente nos EUA --o que pode elevar sua pena em cinco anos, além dos 15 pelo suborno-- e por contratar trabalhadores irregulares, o que pode adicionar mais seis meses. No total, Neto pode pegar até 20,5 anos.
O brasileiro será ouvido na próxima segunda-feira. A Folha não conseguiu falar com nenhum advogado de Neto.
"É compreensível que muitos ao redor do globo queiram vir morar, trabalhar e criar suas famílias na maior democracia do mundo. No entanto isso só pode ser feito em acordo com as leis de imigração dos EUA --não as violando. Indivíduos ou companhias que quebrem nossas leis de imigração serão processados", disse, por meio de nota, Michael J. Sullivan, um dos responsáveis pelo caso no governo americano.
Especialistas calculam que a população brasileira nos Estados Unidos, entre imigrantes com autorização e clandestinos, varie de 600 mil a 1 milhão.
Com as regras de imigração muito mais duras depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, o número de brasileiros presos tentando entrar ilegalmente no país explodiu.
Nos últimos cinco anos, as detenções na fronteira dos EUA com o México aumentaram 1.665%. Em 1999, menos de 500 brasileiros haviam sido presos. No ano passado o número saltou para mais de 8.600. Se a média de 2005 se mantiver, o país deve fechar o ano com um recorde de 18 mil brasileiros presos só tentando atravessar a fronteira mexicana.
FONTE: Revista online ezine.tiosan.com |
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25/4/2005
"Arrisquei a vida para entrar nos EUA"
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O sonho de ir para os Estados Unidos levou a estudante paulista Juliana*, de 24 anos, a encarar a aventura mais arriscada de sua vida: para encontrar o marido brasileiro em Nova York, ela tentou entrar no país ilegalmente pela fronteira do México. Guiada por um "coiote" -como são chamados os mexicanos que levam imigrantes em troca de dólares-, Juliana andou mais de 12 horas numa trilha perigosa, foi assaltada, desmaiou de cansaço. Por obra do acaso e da sorte, acabou chegando na América. Mas, há oito meses, ela e o marido usam nomes falsos e convivem com o medo de ser deportados.
Minha história começou como a de muitas pessoas que têm o sonho de viver nos Estados Unidos. Quando eu era adolescente, minha mãe falava de umas sobrinhas que tinham ido para a 'América' e ganhado muito dinheiro como faxineiras. Não cheguei a conhecê-las, mas fiquei com a idéia de que ir para lá significava fazer um pé-de-meia, voltar ao Brasil e poder comprar ao menos uma casa. Nasci em Jacareí, interior de São Paulo, filha de um pedreiro e de uma dona de casa. Sou a caçula de 11 irmãos -seis mulheres e cinco homens- e a única que terminou o Segundo Grau na idade certa. Tenho uma irmã cabeleireira que fez supletivo e está cursando pedagogia aos 49 anos. As outras trabalham com costura, com faxina. Meus irmãos são eletricistas. Eu sempre quis uma vida melhor, mas morar fora era um desejo distante.
A oportunidade surgiu há dois anos, quando meu namorado, João*, perdeu o emprego de analista de sistemas, vendeu o carro e resolveu tentar a vida em Nova York. Aos 23 anos, ele já tinha o visto de turista e a vontade de sair do país. A gente namorava há três anos, mas quando eles embarcou, em dezembro de 2003, achei que nunca mais o veria. Estava enganada. Depois de um mês de e-mails apaixonados, ele me ligou e sugeriu que eu fosse encontrá-lo. Fiquei eufórica. Eu tinha passado no vestibular para administração numa faculdade particular, mas não tinha dinheiro nem para a matrícula. Estava desempregada há um ano, depois de trabalhar como auxiliar de dentista. Minha única preocupação eram meus pais, velhinhos. Meu pai não queria me ver longe, mas minha mãe e meus irmãos deram a maior força.
''Alguns tentaram me desencorajar, falando de reportagens sobre gente que morre de sede, de cansaço ou assassinada tentando atravessar a fronteira''
Era uma época difícil para conseguir o visto, com toda a reação americana ao terrorismo. Eu e João pensamos em casar para apresentar a certidão de casamento no consulado americano no Brasil, depois vimos que seria pior porque a situação dele poderia ser checada. Mas ele insistiu: 'Quero buscar minha mulher no aeroporto', disse. Nos casamos por procuração em abril de 2004. Minha sogra fez o papel do 'noivo', uma situação que meu pai definiu como 'inédita na família'. A piada era: 'Quem vai beijar a noiva?'.
Minha sogra, dona de uma pequena empresa, também me ajudou com a papelada para o consulado. Ela fez um registro falso na minha carteira profissional, pagou minha matrícula na faculdade daqui e comprou um curso de inglês em Nova York -assim eu passaria por estudante. Para comprovar renda, um amigo do João, que tem uma concessionária, passou um carro para o meu nome e movimentou algum dinheiro da loja dele na minha conta. Mas o oficial do consulado questionou por que eu era a única 'funcionária' da empresa a ganhar um curso de inglês. Eu me apavorei, ele percebeu e negou o visto. Fiquei em pânico e meu marido frustrado. Mas um mês depois lá estava eu no consulado novamente. Dessa vez a entrevista não levou nem dois minutos. Uma moça perguntou se eu era casada ou tinha filhos. Respondi que não, ela disse que não acreditava. Voltei para casa arrasada, mas decidida a reencontrar meu marido a qualquer preço.
João estava trabalhando como ajudante de cozinha num restaurante em Manhattan. Lá, conheceu mexicanos que tinham contatos com 'coiotes' -homens que levam imigrantes ilegalmente pela fronteira do México. Confiamos minha vida a Mario*, um colega de João que fazia esses contatos. João conhecia brasileiras que tinham entrado nos EUA com a ajuda dele. Elas contaram que tinham feito o trajeto de carro e andado pouco. Acreditamos que seria uma viagem curta e segura.
O preço era alto: US$ 5 mil, que João daria a Mario, mas só quando eu chegasse. Mais uma vez recorremos àquele amigo dono da concessionária, que nos financiou essa quantia em 36 meses. Compramos um pacote turístico de cinco dias para a Cidade do México, onde Alejandra*, irmã de Mario, me levaria ao encontro de Lauro*, o coiote. Nem contei aos meus pais que ia viajar nessa situação, menti que tinha o visto. Meus irmãos tentaram me desencorajar, falando de reportagens sobre gente que morre de sede, de cansaço ou assassinada tentando atravessar a fronteira do México com o deserto do Arizona. Mas não ouvi ninguém.
No final de agosto despachei minha bagagem para Nova York e embarquei para a Cidade do México com uma mala cheia de roupas velhas, para descartar e ficar só com uma mochila. Passei dois dias num hotel esperando por Alejandra -a irmã de Mario, uma advogada de 28 anos, solteira, muito amável. O combinado era que ela me levaria para Hermosíllio, no interior, mas, como Mario não dava notícias, fui para sua casa. Estávamos certas de que minha 'visita' ao México não tardaria mais do que uma semana. Mas a cada telefonema Mario dava uma nova data, a cada dia minha agonia só aumentava. Na quarta semana, depois de muita discussão ao telefone, Mario me mandou ir para Hermosíllio.
Um taxista contratado pelo coiote me buscou no aeroporto e me levou a um motel, onde encontrei o tal Lauro e mais 15 pessoas, incluindo crianças e uma jovem grávida de quatro meses. Todos mexicanos. O 'senhor Lauro', como as pessoas se referiam a ele, era baixo, moreno e não tinha nem 30 anos. Viajamos apertados numa van até Altar, a três horas dali. Em cada parada eu ligava para João dando notícias. Em Altar, nos hospedamos numa pensão. No dia seguinte, Lauro nos avisou que iríamos de carro até Sassabe, uma cidade perto da fronteira e de lá andaríamos cinco horas a pé. Fiquei assustada, o combinado era que eu fizesse o trajeto de carro. Telefonei para João, ele ficou apavorado. Mas, a essa altura, eu estava certa de que poderia caminhar cinco horas e insisti. Preparamos as mochilas com frutas, água e soro fisiológico, para evitar desidratação.
''Depois de andar oito horas, eu não tinha como voltar, achei que ia morrer no caminho. A trilha estava cada vez pior, pisei em falso numa pedra, torci o pé e desmaiei ''
Logo apareceu uma Kombi com três rapazes. Viajamos todos nessa Kombi até Sassabe, a três horas dali, menos o Lauro. Os rapazes disseram que ele ia encontrar a gente do outro lado da fronteira. Cheguei à conclusão de que ele tinha nos 'vendido' para esses coiotes. Numa clareira, começamos a caminhada rumo ao 'primeiro mundo'. Depois de 40 minutos, apareceram no mato outros três homens armados. Mandaram a gente deitar com o rosto no chão. Comecei a rezar e chorar baixinho. Julio*, um mexicano do grupo, deitou ao meu lado. 'Não chore, eles não podem ver que você está com medo', ele dizia. Os assaltantes começaram a chamar um por um para revistar mochilas e bolsos. Os rapazes levavam tapas na cara e as mulheres tinham que tirar a blusa para que eles revistassem os sutiãs.
Enquanto me revistavam, um deles disse ao outro: ''Quer para você? Ela é bonita'. Eu chorava mais ainda, com medo de ser estuprada. Julio olhou para eles e disse que eu era sua esposa. Acho que não fizeram nada comigo por isso. Tirei a blusa e fui revistada como as outras, mas só tinha algumas moedas, eles nem quiseram. Depois de roubar dinheiro, anéis, eles nos deixaram partir. Só os 'guias' saíram ilesos. Imaginei que sabiam do assalto e fui ficando com mais medo ainda. A trilha era de barrancos com pedras soltas, eu escorregava a toda hora. Uma senhora desmaiou ao meu lado, os coiotes ameaçaram deixá-la para trás, mas o grupo esperou. À noite, depois de oito horas, paramos para comer umas frutas e eu perguntei a um dos coiotes quanto faltava para chegar. Ele disse que ainda teríamos que caminhar mais três dias. Aquilo caiu como uma bomba. Três dias?! Eu não tinha como voltar, me sentia num beco sem saída. Achei que ia morrer no meio do caminho. Comecei a chorar e a gritar, falei que tinha combinado de pagar US$ 5 mil para não passar por aquilo. Eles riram.
Eu já estava exausta, Julio me puxava pelo braço dizendo que eu tinha que ser forte. De repente, os coiotes falaram para a gente fazer silêncio por que já estávamos dentro dos EUA numa área muito vigiada pela 'migra' (a imigração). Eu me enchi de esperança, achando que conseguiria chegar, mas a trilha estava cada vez pior. Ainda consegui andar umas quatro horas, até que pisei em falso numa pedra, torci o pé e desmaiei. Quando abri os olhos os coiotes estavam loucos para ir embora. Estava amanhecendo, eu não conseguia mais dar um passo. Alguém disse que ali perto havia uma estrada, decidi desistir. A única solução que vi foi me entregar à imigração.
Uma senhora, a moça grávida, o namorado dela e uma adolescente ficaram comigo. O resto do grupo seguiu. Andamos meia hora até uma estrada de terra, no meio do deserto. Ficamos parados ali, esperando que a imigração nos prendesse. Mas, em duas horas, só passou um trator. Até que parou um carro com um casal de espanhóis naturalizados ame-ricanos. Eles perguntaram o que estava acontecendo, ficaram com pena e nos levaram para o rancho deles, perto da cidade de Tucson, no Arizona. Rodamos dez minutos até o rancho, mas eles disseram que a rodovia mais próxima ficava a uma hora de carro. Imaginei que era onde o coiote Lauro esperaria pelos que seguiram andando. Esse casal nos deu água, tortillas e ligou para a patrulha da fronteira nos buscar. Ao saber do meu caso, a senhora quis me ajudar, mas seu marido se recusou. Eu estava perdendo a esperança quando a filha deles, Nina, disse que eu poderia ficar em sua casa por US$ 3 mil. Liguei para o João, ele disse que estaria em Tucson no dia seguinte. O resto do pessoal ficou esperando a imigração.
Na manhã seguinte, Nina buscou João no aeroporto. Ele deu o dinheiro a ela. Quando nos vimos, na garagem da casa dela -depois de oito meses de distância- eu nem sabia o que fazer. Nos abraçamos e choramos muito, parecia que o abraço não era suficiente para aliviar tanta saudade. João achou melhor irmos para Nova York de ônibus porque não teria tanta inspeção migratória. Seriam 3 dias de viagem. Mas de madrugada, ainda no Texas, a imigração entrou pedindo documentos e nos prendeu. João estava com o visto de turista expirado há três meses e eu com o passaporte com dois carimbos de visto negado. Ele olhava para mim desesperado e dizia: 'Eu só queria te levar para casa...'.
Passamos a noite na cadeia da cidade, em celas separadas. Colheram nossas digitais, tiraram fotos. Dividi a cela com mais três mulheres. Uma delas tentou falar comigo em espanhol, mas eu só chorava, pensando que nosso sonho tinha acabado. Todos os planos, o dinheiro investido, tudo se desfazia ali. No dia seguinte, aconteceu um milagre: os oficiais confiscaram nossos passaportes, nos deram uma intimação para uma audiência no Texas, dali a três meses, e nos deixaram partir. Até hoje não entendemos por quê.
Chegamos a Nova York em setembro. Conseguimos adiar a audiência até janeiro de 2005, mas não comparecemos. João continua trabalhando no restaurante e eu sou faxineira. Para driblar a imigração, usamos nomes falsos. E o pior: em fevereiro meu pai faleceu e eu nem pude ir ao Brasil por não ter passaporte. Guardo a imagem da nossa despedida no aeroporto, eu chorando e ele dizendo: 'Agora você tem que cuidar da sua vida, do seu marido. Seja feliz'. É o que eu tenho tentado, embora o sonho americano esteja mais para 'ilusão' americana. A sensação de solidão é freqüente, sinto falta da minha família, todo mundo trabalha muito. Não sossego até ver meu marido em casa, com medo de que tenha sido pego pela imigração.
''Fico pensando nos que seguiram em direção ao deserto. Pessoas humildes, de roupa nova, sapato novo, ansiosas por chegar ao outro lado. Espero que estejam bem ''
Nosso desejo é conseguir ficar três anos, até juntar dólares para montar um negócio no Brasil. Espero fazer uma faculdade quando voltar. Trabalho seis horas por dia, a US$ 10 por hora. Ganho mal, mas tiro US$ 1 mil por mês. Já entendo bem o inglês, ainda não senti preconceito por ser brasileira. Nossa renda total é cerca de US$ 3 mil. A gente paga o aluguel do apartamento de um quarto no Queens, mais a prestação da dívida que fizemos para pagar a minha viagem, e guardamos o que dá. Quando posso, mando presentinhos para a família -no Natal, despachei camisetas de Nova York para todo mundo. No tempo livre, a gente se diverte escorregando na neve no Central Park, procurando restaurantes brasileiros para comer arroz e feijão. A cidade é fascinante, apesar da tensão em relação ao terrorismo.
Eu amo o Brasil, mas infelizmente não via no meu país as mesmas oportunidades. Aqui, você perde um emprego, no dia seguinte arruma outro. Fico pensando nos que seguiram em direção à fronteira. Pessoas humildes, de roupa nova, sapato novo, ansiosas para chegar ao outro lado e começar uma vida nova. Espero que estejam bem. Não aconselho ninguém a fazer o que fiz. Mesmo com tudo de ruim que me aconteceu, tive sorte. Eu poderia ter morrido. Muitas mulheres morrem, são estupradas ou vendidas pelos coiotes para a prostituição sem sequer sair do México. Tudo isso é muito triste. Gostaria que ninguém precisasse imigrar para buscar uma vida melhor. É conflitante viver num país que não me quer, mas, ainda assim, me sinto mais feliz nos Estados Unidos."
* Os nomes foram trocados para preservar a identidade da entrevistada
FONTE: revista Marie Claire, Edição 169, Abr/05
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25/4/2005
EUA prendem 147 brasileiros que entraram ilegalmente no país
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Por Tim Gaynor
MONTERREY (Reuters) - Autoridades norte-americanas prenderam 147 brasileiros que entraram ilegalmente no Texas vindos do México nesta semana. O caso chamou atenção para o aumento do fluxo ilegal de pessoas para os Estados Unidos, afirmaram autoridades do país nesta sexta-feira.
Agentes de Patrulha de Fronteira dos EUA no sul do Texas disseram que prenderam os brasileiros em cinco regiões diferentes entre a cidade de Rio Grande e McAllen na quinta-feira, depois que eles atravessaram por Tamaulipas, nordeste do México.
As autoridades dos EUA afirmaram que as detenções elevaram o número de brasileiros presos atravessando a fronteira do México para 15.428 desde o começo do ano fiscal, em 1 de outubro. Em 2004, foram 8.629 detenções.
Fontes do governo dos EUA e do México atribuem o aumento à anulação da obrigatoriedade de visto por brasileiros para entrar no México.
"Muitos brasileiros estão chegando ao México como turistas e usando a permanência no país para tentar chegar aos Estados Unidos", disse à Reuters o porta-voz do Instituto Nacional de Imigração, Mauricio Juarez.
Nenhum número estava disponível sobre a quantidade de brasileiros que entraram no México desde 2000, quando o visto deixou de ser obrigatório.
FONTE: http://br.news.yahoo.com/050423/5/tkgy.html
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23/4/2005
Prisão de brasileiros na fronteira USA-México cresce 10 vezes.
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No domingo, 4 de julho, o jornal Folha de S.Paulo publicou um conjunto de reportagens sobre a questão da migração de brasileiros para os Estados Unidos. Para isso, seus repórteres em New York, Brasília e Goiânia entrevistaram autoridades brasileiras e americanas, e pessoas que foram bem-sucedidas ou saíram frustradas de suas tentativas de entrar nos Estados Unidos pela fronteira do México. Segundo o jornal, a quantidade de brasileiros presos após atravessar a fronteira aumentou mais de dez vezes em quatro anos - passou de 488 em 1999, para 5.008 no ano passado.
Semanas antes, o jornal The New York Times publicou em sua primeira página uma reportagem em que autoridades de imigração do México e dos Estados Unidos se diziam preocupados com o “alarmante” crescimento do número de brasileiros que tentam entrar nos USA pela fronteira mexicana.
Não há contabilidade precisa dos que tentam nem dos que conseguem entrar, pela razão óbvia de se tratar de uma atividade ilegal. Mas o governo americano reconhece que a quantidade dos que se arriscam é proporcional à dos que são pegos, e especialistas apostam numa relação de três casos bem-sucedidos para cada tentativa frustrada pelas autoridades dos Estados Unidos.
Isso, apesar das cada vez mais rígidas medidas de segurança adotadas pelo governo americano para coibir a entrada de clandestinos no país pela fronteira com o México.
Pelos levantamentos realizados pela Folha junto ao Serviço de Imigração americano, os números de brasileiros detidos são ainda mais significativos se comparados ao total de pessoas paradas pela patrulha nos mesmos anos.
Enquanto o número de brasileiros detidos entre 1999 e 2003 aumentou 926%, o número total de ilegais presos pela patrulha de fronteira caiu 41%. Agora em 2004, até a terceira semana de junho, 825.305 pessoas haviam sido detidas, no total, na fronteira sul. Faltando ainda 1/4 do período a ser contabilizado (até 30 de setembro), pode-se estimar que o número ultra-passará o do total de 2003.
Ou seja, o aumento no número de detenções de brasileiros não se deve a um simples recrudescimento da vigilância - o que deveria provocar um aumento proporcional, caso esse fosse o único fator em questão, no número de brasileiros e no número total de detidos. Na verdade, os brasileiros ilegais entrevistados pela Folha em Nova York dizem todos que a crescente dificuldade para conseguir o visto de turista é o principal incentivo para a opção pela travessia a partir do México, onde a entrada é mais fácil.
Do total de presos, 1,5 mil vieram de Goiás
Goiás é o estado com um dos maiores contingentes de brasileiros deportados pelos americanos nos últimos anos. Segundo o jornal O Popular, pelo menos 1,5 mil goianos que tentaram entrar ilegalmente nos Estados Unidos foram presos somente no primeiro semestre deste ano, número que corresponde a 35% dos brasileiros presos por causa da imigração irregular para aquele país, a maioria de Goiás e Minas Gerais.
E a quantidade de passaportes emitidos pela Polícia Federal somente em Goiânia impressiona: foram 14.053 no primeiro semestre.
Em média, são 200 passaportes por dia, dos quais 150 com destino final para a Europa e os outros 50 para os Estados Unidos. Mas, desses 50, a metade é para o México, onde os goianos contratam os coyotes, que providenciam a entrada ilegal pela fronteira mexicana. A julgar pela emissão de passaportes, 25 pessoas de Goiás têm diariamente a intenção de realizar essa travessia.
Dos 1,5 mil presos, pelo menos 700 já foram deportados, e muitos insistem em voltar e desafiar novamente a rígida fiscalização norte-americana. Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro não pode intervir na decisão da Justiça do país de destino. Cabe ao órgão de relações exteriores apenas visitar as prisões e tentar assegurar o mínimo de assistência psicológica e jurídica.
Segundo estimativa da Assessoria para Assuntos Internacionais do governo de Goiás, cerca de 300 mil goianos vivem nos Estados Unidos e outros 150 mil na Europa. Dados do Itamaraty apontam 2,5 milhões de brasileiros vivendo no exterior. A prisão, para muitos, representa um mal menor. Isto porque são comuns os casos em que o emigrante não consegue êxito na travessia e chega a passar frio e fome nos desertos da fronteira.
Há relatos, também, de assassinatos de goianos por quadrilhas especializadas em atacar esses estrangeiros. Desde 2001, duas pessoas de Goiás foram assassinadas por bandos e outras duas morreram por desidratação. Diante da grande quantidade de mortes de goianos no exterior, o governo de Goiás decidiu bancar apenas traslados de corpos cremados. “Fica até R$ 6 mil mais barato”, explica Elie Chidiac, coordenador da Assessoria para Assuntos Internacionais. O transporte de um corpo sem a cremação, segundo ele, não sai por menos de R$ 15 mil. Mas os casos de prisões, deportação em massa e mortes de brasileiros na fronteira USA-México não inibem a ação de agenciadores. Eles continuam organizando a viagem aos Estados Unidos de pessoas sem visto oficial e chegam a anunciar seus serviços nos jornais.
Em geral, os anúncios nos classificados dos jornais têm menos de cinco linhas e apenas um telefone celular de contato. São cifrados. Falam em “viagem ao exterior”, por exemplo, nunca em “emigração” para os Estados Unidos. Por telefone, os agenciadores prometem assessoria completa e os melhores preços para quem deseja ir para o exterior. Dizem que detalhes só são fornecidos após contato pessoal.
Uma repórter da Folha de S.Paulo procurou um desses serviços para saber como funciona o esquema de travessia ilegal para os Estados Unidos. Foram feitos dois contatos telefônicos e foi marcado um encontro pessoal. A repórter usou nome falso e se apresentou como simples interessada no “esquema”, dizendo ter tido o visto oficial negado pelo Consulado dos Estados Unidos três vezes. Leia o relato dela:
Logo no início da conversa, o agenciador Agnaldo (nome fictício) informou que o pacote completo para entrar em território americano ficaria em $8.500. O valor inclui “pedágios” pagos à polícia mexicana. “Metade do dinheiro é paga no Brasil, e o resto, depois de atravessar a fronteira”. A viagem toda leva pelo menos quatro dias. Além do trajeto propriamente dito, há paradas em hotéis ou casas no meio do caminho para descansar e esperar trocas de fiscalização. Por cerca de $1 mil a menos, o interessado pode fazer parte do trajeto a pé, mas os riscos, de acordo com o agenciador, são maiores. “A diferença é pequena, e a pessoa tem de andar mais de meia hora por um lugar que é quase um deserto”.
Segundo Agnaldo, o interessado parte de Goiânia para a Cidade do México em vôo comercial. De lá, segue para Santillo num vôo fretado, com no máximo dez passageiros. Ao chegar à cidade mexicana perto da fronteira, Agnaldo disse que a pessoa que acompanha o grupo desde o Brasil é substituída, e o percurso tem continuidade de carro.
Já quase na fronteira, segundo ele, o grupo é dividido. Dois coyotes, um argentino e um americano, se revezam para passar pela fronteira, via Texas. Cada um leva duas pessoas por vez, de carro, e passa por uma ponte - provavelmente sobre o Rio Grande, mas ele não disse o nome do rio. Depois, há um trecho em que é preciso passar a pé por um rio. “A pessoa só precisa andar uns cinco minutos para atravessar um rio, mas a água não chega nem ao joelho. Tem risco? Tem, mas é pequeno”, disse ele. O destino, a partir daí, é Houston, no sudeste do Texas, cerca de 500 km do México.
Para o agenciador, a passagem pelo Texas é “mais garantida”. “Perigoso é ir pelo deserto [Arizona]. Eu fazia essa travessia antes, mas é muito arriscada. Aquelas pessoas que foram presas e deportadas no início do ano passaram por lá”. Agnal do aconselha as mulheres, se forem presas, a dizer que estão grávidas.
Segundo ele, os policiais soltam mulheres nessa condição.A procura é tão grande, segundo Agnaldo, que os grupos são formados com intervalos médios de apenas dez dias. Além da travessia pelo México, o agenciador oferece o passaporte europeu “verdadeiro”, que não requer visto, como opção para quem deseja viver nos Estados Unidos. Ele afirma conseguir retirar o documento com autoridades espanholas, sem dizer quais, em quatro dias.
Agnaldo também se encarrega da documentação que comprova a ascendência européia, mesmo para quem não tem. A operação custa $8 mil, e o embarque para os Estados Unidos é feito por Buenos Ayres. A passagem para a Argentina não está incluída. Os Estados Unidos não são o único destino dos goianos. Países como Espanha, Portugal, Reino Unido e Bélgica também encabeçam a lista dos preferidos. “Tem muita gente me procurando para ir para a Europa, principalmente mulheres. Mas, nesse caso, é mais para prostituição”, disse.
Como não há necessidade de visto, os gastos são basicamente com a passagem, a indicação de lugares para trabalhar e a orientações para passar pelo Departamento da Imigração. O agenciador contou ter intermediado a negociação de duas goianas dispostas a se prostituir na Europa com uma agência espanhola. Nesse caso, a agência arca com as despesas, e as mulheres são forçadas a trabalhar para ela, como forma de pagar a dívida.
“Eu nunca tinha feito isso antes, mas, como elas me procuraram, entrei em contato com uma agência na Espanha e arrumei para elas viajarem. As brasileiras são muito procuradas nesses países. Além de mais bonitas que as européias, são mais carinhosas”. finaliza ele.
FONTE: http://www.tbrazilianpost.com/07.04/imigracao/1.asp
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1/3/2005
Perigo Atraente
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Atraídos pelo sonho de sucesso na América, os imigrantes ilegais se expõem à morte e à prisão. A fronteira entre o México e os EUA é o corredor do inferno. A próxima novela das 8 vai mostrar a dura realidade dos incautos sonhadores.
Imigrar ilegalmente para os EUA é crime, mas muitas pessoas não levam a sério e jogam com a sorte. Boa parte dos que arriscam a perigosa entrada ilegal no país, através da fronteira com o México ficam pela metade do caminho. Se não desistem, morrem ou vão parar nas prisões americanas. Uma estatística difícil de ser contabilizada com exatidão,
até porque os familiares não ousam reclamar os muitos que nunca mais voltam. Entre eles inúmeros dos nossos.
A média de brasileiros que acabam presos pela malha fina do Serviço de Imigração americano vem aumentando.Hoje é dez vezes maior do que num passado não muito distante quando o fenômeno começou. A Folha divulgou que esse aumento atinge a assustadora marca de 926% , comparando as estatísticas de 1999 quando o número pulou de 488 para 5.008 em 2003. Este ano calcula-se que 8 mil 800 brasileiros já foram barrados pela patrulha da fronteira. Os dados colocam o Brasil na quinta posição entre os países com mais ilegais presos nos EUA. Estimativa alarmante e preocupante, em especial porque se trata de gente jovem que vem em busca do sonho de triunfar; de ter uma vida melhor. Para a grande maioria, esta vida melhor é só um emprego ou a oportunidade de proporcionar os estudos do filho. Para outros a realização de um sonho. Muita gente deixa o certo pelo duvidoso.
Uma tragédia conhecida, mas pouco divulgada. O assunto é como alguém que cheira mal, mas ninguém se encoraja em falar. As notícias chegam ao Brasil, mas não de forma eficaz e contundente como exige o problema. São notícias esparsas que se perdem nos noticiários e acabam diluídas na violência do cotidiano brasileiro. A imprensa faz a sua parte ao divulgar, mas não é o suficiente para mostrar ao incrédulo sonhador ou ao desesperado pai de família, que acabam arriscando a própria vida para realizar seu objetivo. Alguns logram. Outros desistem e há ainda os que insistem em tentar outra vez mesmo sabendo dos perigos.
O caminho do deserto que os conduz aos seus sonhos é como um cemitério demarcado pelas milhares de cruzes de seus mortos. Entre ele e o outro lado, onde o imigrante pensa estar a liberdade, estão ainda os olhos de lince da Imigração e os impiedosos coiotes, como são chamados os atravessadores que os guiam.. Para as quadrilhas de coiotes os imigrantes ilegais não passam de um negócio lucrativo, pois cobram pela travessia até US$10 mil por cabeça, ainda que sem a menor garantia. O preço é alto não só pela elevada quantia, mas acima de tudo porque a vida de pessoas está em jogo. Se algo dá errado, os coiotes debandam e os sonhadores são jogados à própria sorte. Testemunhos dos que sobrevivem ao pesadelo da travessia contam mais horrores.
Ano passado o programa Planeta Brasil, exibido no exterior pela Globo Internacional mostrou às comunidades brasileiras as prisões cheias de imigrantes. Cerca de mil e 500 brasileiros esperavam pela deportação. O deputado Hélio Costa veio intermediar as negociações e a maioria optou pela volta ao Brasil.Tristeza e desespero. Aflição e arrependimento ficaram evidentes nos depoimentos dos brasileiros presos. Nem assim, o número de tentativas arriscadas caiu. Ao contrário, consta que vem aumentando devido às dificuldades de obtenção de visto. Levados pelo desespero, os imigrantes deixam família, amigos e uma vida construída durante anos, optando pela ilegalidade que os marginaliza, e mesmo que traga algumas vantagens, tira um dos direitos mais básicos do ser humano; sua própria identidade. Em alguns casos, a obsessão é maior do que a necessidade. Entre os sucessos e insucessos, há muitos jovens que nem tentaram o suficiente em seu próprio país e foram atraídos pela ilusão do dinheiro fácil que muitas vezes não vem.
O SONHO DA “AMÉRICA”
Só uma portadora de mensagens convincente como as novelas, que entram em nossas casas diariamente, é capaz de chamar a atenção para esse perigo atraente.“América” anunciada como a próxima novela das 8, está sendo filmada na fronteira reproduzindo com fidelidade a trajetória de horror vivida pelos imigrantes ilegais que tentam a travessia pelo México. Pela primeira vez uma novela brasileira propõe-se a tratar com a seriedade que o assunto merece, o problema da imigração ilegal de brasileiros para os EUA. É bem verdade que o tema central da novela é o sonho dos seus protagonistas. Mesmo assim, alguém dá o primeiro grande passo para a conscientização de que a idealizada promessa de uma vida melhor na América deve ser muito bem avaliada antes de ser considerada.A novela vai começar contando a estória de personagens que arriscam suas vidas em busca de um sonho, mas iniciam a jornada sem saber o que vão enfrentar. Deserto íngreme e inóspito. Temperaturas que oscilam entre um calor de 40 graus durante o dia e de um frio de menos de 10 graus à noite. Fome, sede, estupro, roubo, cobras e escorpiões e dias intermináveis de longas caminhadas. Os depoimentos dos que sobreviveram e conseguiram atravessar a fronteira, é próprio de pessoas marcadas pela dor e o sofrimento.Uma humilhação moral a que se submeteram sem a menor indulgência.Talvez até por isso, a cicatriz não fecha. A ferida está lá aberta, sempre latente até que a voz do próprio perdão fale à razão mais alto do que o sofrimento.
Enquanto eram gravadas as primeiras cenas de “América”, o Planeta Brasil entrevistou o diretor e alguns atores, que fizeram laboratório com imigrantes para construir com veracidade seus personagens. Alarmados com o que ouviram e viram, atores e diretor aconselharam que os candidatos à travessia se informem antes de correr os riscos e os perigos de um caminho incerto e muitas vezes sem volta. O filme “A Fronteira” é o precursor do tema da travessia dos ilegais. Produzido e dirigido pelo imigrante Roberto Carminati que viveu em Boston, o filme tem sido exibido repetidas vezes em lojas e centros de convivência brasileiros em alguns estados americanos. Deveria ser exibido também no Brasil. Roberto é o assistente de direção de “América”, que promete com um elenco de primeira e a referência de uma das mais polêmicas autoras de novelas. Glória Perez ganhou de vez o público com o sucesso internacional de “O Clone”. Sob a brilhante direção de Jayme Monjardim, a iniciativa dispensa mais comentários. A Globo acerta mais uma vez na escolha do tema de suas produções. “América” deve sacudir os planos de quem está considerando enfrentar os riscos da empreitada internacional e repensar se realmente vale a pena. É exatamente isso que os “brazucas” estão precisando.
Um chacoalhão que os desperte do sonho para a realidade.
FONTE: tvtem.globo.com |
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27/1/2005
Setor de Vistos do Consulado em São Paulo Abre no Sábado
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Devido ao grande volume de brasileiros que viajam aos Estados Unidos, o setor de vistos do consulado em São Paulo abriu no sábado, 22 de janeiro. Os funcionários do setor consular processaram aproximadamente 500 solicitações de vistos. O consulado também convidou a imprensa brasileira para visitar o setor e conhecer os bastidores do processo de emissão de vistos.
Funcionar aos sábados durante a alta temporada é uma das várias medidas que o consulado tem tomado para facilitar o processo de solicitação de vistos. Entre as várias outras medidas que o consulado pretende adotar está o pronto atendimento aos solicitantes de vistos de estudante para que possam iniciar os estudos nos EUA no período certo e também o serviço de atendimento especial aos que viajam a negócios.
FONTE: http://www.embaixada-americana.org.br/index.php?action=saopaulomateria.php&id=3154&itemmenu= |
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5/1/2005
Ação de senador brasileiro garante repatriação de 160 brasileiros
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Mais 60 brasileiros deportados dos EUA retornaram ao Brasil no final de dezembro, depois da intervenção do senador Marcelo Crivella (PL-RJ) informou que outros 60 imigrantes brasileiros que estão presos após tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos voltam ao Brasil neste começo de janeiro.
A intenção era que os 120 brasileiros pudessem ter sido repatriados antes das festas de fim de ano, mas só o primeiro grupo obteve essa liberação.
O parlamentar ficou aqui nos Estados Unidos entre 25 de novembro e 10 de dezembro negociando, em sigilo, a repatriação de cidadãos brasileiros com as autoridades do Serviço de Imigração.
De acordo com o senador, que recepcionou o primeiro grupo de repatriados, somente em 2004 cerca de 9 mil brasileiros foram presos ao tentarem atravessar a fronteira do México com os Estados Unidos.
A iniciativa do senador Crivella faz parte de um conjunto de ações ao lado do também senador Hélio Costa, que foi o primeiro parlamentar brasileiro a tomar iniciativa em favor dos brasileiros presos nos cárcares da imigração norte-americana.
No total, mais de 500 brasileiros foram repatriados graças às iniciativas desses senadores, que dessa forma se tornaram as únicas autoridades brasileiras a demons-trar sensibilidade pelo drama dos ilegais brasileiros presos.
Um levantamento feito pelo Senado Federal por meio da Subcomissão Perma-nente de Proteção aos Brasileiros no Exterior estima que 600 pessoas estão detidas em prisões americanas aguardando deportação. A maioria dos brasileiros foi presa na região de Laredo, estado do Texas.
Crivella explica que os brasileiros que arriscam a sorte levam do Brasil entre US$ 5 mil e US$ 7 mil e o “sonho de uma vida melhor”. Presas fáceis, costumam ser alvo dos coiotes (agentes que prometem, em troca de dinheiro, fazer a travessia ilegal na fronteira).
O Senador confirma também que o FBI e a Polícia Federal do Brasil já caçam o que seriam os “braços brasileiros” das gangues de traficantes de ilegais pelo deserto da fronteira mexicano-norte-americana.
As tentativas de entrar nos Estados Unidos normalmente são feitas a partir dos estados do Texas, Arizona e Califórnia. Recentemente começaram a ser detectadas tentativas de entrada pela fronteira dos Estados Unidos com o Canadá.
De acordo com o senador, o sofrimento desses imigrantes aumenta depois da prisão. Os brasileiros costumam ser levados para um centro de identificação e passam de três a quatro dias sem tomar banho. Dormem no chão, passam frio, fome e sede. “É assim que os americanos quebram a intenção de entrar no país”, diz.
O trabalho de repatriação dos brasileiros exige tempo. É necessária uma ordem de deportação que deve ser dada por um juiz local. Expedida a autorização, é preciso contatar um consulado brasileiro nos Estados Unidos para a emissão do documento que autoriza o regresso.
Esse documento leva cerca de 15 dias para ficar pronto. Quanto aos passaportes, normalmente são tomados pelos coiotes que tentam fazer dinheiro vendendo os documentos.
O primeiro grupo de 60 brasileiros deportados chegou ao país desembarcando no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica. Eles sào originários de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Rondônia, Santa Catarina e Bahia.
FONTE: http://www.gazetabraziliannews.com/imigracao/repatriacao.php
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5/1/2005
Governo dos EUA aumenta segurança nas fronteiras
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Legisladores aprovam a contratação de mais agentes de imigração
Mês passado, o Congresso norte-americano aprovou o mais significante aumento do número de agentes de imigração dos Estados Unidos. A medida determina que o Presidente Bush dobre o número de agentes para 21 mil nos próximos 5 anos. A ação significa o acréscimo de 4 mil agentes até 2010 e a criação de mais 40 mil vagas nas celas para imigrantes ilegais.
Além disso, para aumentar ainda mais a segurança da nação, o presidente do Comitê Judiciário, James Sensenbrenner, acredita que o Congresso deva promover “uma verdadeira reforma na emissão das carteiras de motorista”.
O legislador acrescentou que o primeiro projeto que apresentará em 2005 será com relação ao polêmico assunto.
“Uma reforma verdadeira nas carteiras de motorista substituirá o “band-aid” (curativo provisório) aprovado recentemente”, frisou Sensenbrenner.
James, republicano de Wisconsin, afirmou que redobrará seus esforços para tornar mais rigorosas as aprovações de pedido de asilo e a construção de uma cerca de proteção, de 3 milhas de comprimento, em Otay Mesa, California, com o objetivo de deter imigrantes indocumentados.
“Não é somente uma vergonha nacional, mas trata-se de uma questão de segurança”, comentou ele.
Já a líder da minoria, Nancy Pelosi, democrata da California, assinalou sua oposição durante o debate sobre as medidas aprovadas, considerando-as “mal analisadas”.
A proposta de Sensenbrenner, com relação às carteiras de motorista, foi excluída do pacote final aprovado pelo Congresso. A medida exigia a emissão do documento somente a cidadãos norte-americanos e residentes legais.
FONTE: http://www.brazilianvoice.com/mostranews.php?id=339 |
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5/1/2005
Imigração desarticula quadrilhas de “coyotes”
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Agentes federais perseguem sem trégua pessoas envolvidas no contrabando humano
O governo norte-americano, auxiliado pela comunidade internacional, incrementou a perseguição mundial de quadrilhas que traficam imigrantes indocumentados.
Cobram até 20 mil dólares
Esta atividade tem um dos seus focos na fronteira com o México, de 3.200 quilômetros de distância, no Caribe e em alguns países asiáticos.
O Serviço de Inteligência e agentes de imigração norte-americanos estabeleceram uma “ampla cooperação” com entidades estrangeiras nos 5 continentes com o objetivo de não dar trégua aos traficantes humanos, conhecidos como “polleros” ou “coyotes”.
Fontes de imigração afirmaram que este “negócio” ilegal gera milhões de dólares à custa do sacrifício de milhares de extrangeiros que, em muitos casos, como o de vários chineses, pagam individualmente até 20 mil dólares para ingressarem em solo norte-americano, através de procedimentos fora da lei.
Os agentes acrescentaram que continuarão perseguindo incessantemente os supeitos de contrabando humano, pois, além de transgredirem a lei, causam muita dor e sofrimento aos imigrantes indocumentados que muitas vezes são humilhados, viollentados ou agredidos.
O governo norte-americano aplicará, sem perdão ou excessão, as determinações legais contra quem trafica pessoas de outros países, alguns deles sujeitos à lei anti-terrorista “Patriot”.
Os serviços de espionagem na área migratória detectaram a existência de redes de tráfico humano bem estruturadas.
Estes sistemas contam com “casas de segurança” em cidades norte-americanas próximas à fronteira sul, ondem mantém sob custódia e em condições sub-humanas os “clientes” que, por ventura, não podem pagar as quantias adicionais exigidas para deixá-los em liberdade.
O Departamento de Segurança Nacional – DHS lançou uma estratégia que fortalece a ação policial e que intensifica a cooperação internacional, incluindo o intercâmbio de informações confidenciais, para desarticular em todos os países as quadrilhas que lidam com o tráfico humano.
Há vários anos, o assunto tem preocupado a Casa Branca e o Congresso, a luta contra os traficantes de indocumentados, e agora com muito mais razão devido a possibilidade da formação de alianças com grupos terroristas e de narcotráfico, segundo fontes de informação em Washington – DC.
O senador republicano do Arizona, John McCain, vem pedindo há vários anos que fossem tratadas com mais dureza as quadrilhas formadas por traficantes de imigrantes.
McCain sugeriu a implementação de uma estratégia eficaz para freiar o fluxo de imigrantes indocumentados na região sudoeste do Arizona.
O clamor do legislador uniu-se ao de outros representantes, democratas e republicanos, que apoiam políticas que ajudem impedir a entrada de estrangeiros “sem papéis”, mas que também castiguem com dureza quadrilhas de traficantes.
FONTE: http://www.brazilianvoice.com/mostranews.php?id=330 |
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5/1/2005
Imigração: restam poucos vistos H-2B
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Especialistas temem que os vistos acabem até o final deste mes, prejudicando milhares de trabalhadores
O Serviço de Imigração dos Estados Unidos anunciou que está a ponto de esgotar-se a cota de vistos tipo H-2B (para trabalhadores temporários e não profissionais) para o ano fiscal de 2005, e até deu um prazo, advertindo que muito antes do começo do verão, final de janeiro, “é muito provável que se acabe a cota”.
FONTE: http://www.brazilianvoice.com/mostranews.php?id=331
A crise de 2004
“No ano fiscal de 2004 a cota se esgotou no princípio de março”, disse Dan Kane, porta-voz nacional da Agência de Cidadania e Serviços de Imigração (USCIS) em Washington. “Por esse motivo estamos recomendando que enviem suas solicitações o quanto antes para evitar contratempos”.
A USCIS informou que em 8 de dezembro recebeu 61.747 solicitações e antecipou que uma vez alcançadas as 100 mil petições “fechará a janela”.
O Congresso tem designado uma cota de 66 mil vistos para cada ano fiscal. A maioria destas permissões de estadia e trabalho são entregues à cidadãos do México. “Uma vez terminado o prazo para os vistos, eles regressam para o seu país”, disse Kane.
O ano fiscal norte-americano começa em 1º de outubro e termina em 30 de setembro.
Por quem são utilizados
O visto H-2B são utilizados por trabalhadores temporais não profissionais. “É o contrário do Visto H-1B, que se destinam a trabalhadores profissionais, tais como jornalistas, engenheiros e desenhistas gráficos”, explicou o porta-voz.
Entre outros, também usam os trabalhadores temporários não profissionais que chegam aos Estados Unidos para atuar em festas, circos, industrias florestais, balneários, certas atividades agrícolas, como o pastoreio, treinadores e atletas.
“Também se utilizam os trabalhadores domésticos e jardineiros. O visto dura um ano, podendo ser solicitadas duas extensões por um mesmo período de tempo. Ao término desse prazo, o portador deve sair do país”, explicou o advogado Jorge Rivera.
Chave para a prorrogação
O Serviço de Imigração informou que em cada extensão do prazo o empregador tem que preencher uma certificação de trabalho. O regulamento explica que o portador do visto H-2B pode trazer seu cônjuge e filhos menores de 21 anos solteiros, que recebem um visto H4.
“Com esse documento podem permanecer legalmente nos estados Unidos, porém não têm permissão para trabalhar aqui”, lembrou Kane.
Dúvidas dos advogados
A Associação Americana de Advogados de Imigração (AILA) teme que a cota dos vistos H-2B não chegue ao final de janeiro, portanto, antes das previsões anunciadas pela USCIS.
Um documento concluído em setembro deste ano, indica que se os vistos de fato terminarem antes do previsto, “vai causar danos” economicamente à indústrias e comunidades de todo o país.
Se isso ocorrer, “obrigará os empregadores a fechar suas portas e alterar planos de férias de inverno e verão de famílias de trabalhadores norte-americanos”, continua o informe. A AILA agrupa em torno de 8 mil advogados em todo o país.
Trabalhadores favorecidos
Os advogados da AILA também disseram que a raíz de tudo o que sucedeu em março, quando a cota terminou antes do previsto e o governo simplesmente ‘fechou as portas’, é que empresários interessados em todo o país introduziram “ajustes” no Congresso e acabou que, técnicos e processadores da indústria de pesca, ficaram de fora, beneficiando essa classe de trabalhadores.
“Porém as mudanças não são suficientes”, advertiram. O benefício foi patrocinado pelo senador Ted Stevens (republicano do Arkansas), que introduziu uma emenda à Lei de Pressupostos do Departamento de Defesa (Departament of Defense Appropriations Act, H.R. 4613, Pub. L. Nº 108-287) para o ano fiscal de 2005.
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26/12/2004
Prefeito eleito tem esquema de imigração
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Agência de político mineiro intermedeia travessia ilegal de brasileiros para os EUA pelo México
O empresário e prefeito eleito de Divino das Laranjeiras (MG), Edson Bodola (PPS), está envolvido em um esquema para atravessar ilegalmente imigrantes brasileiros para os Estados Unidos pela fronteira com o México.
Os clientes de Bodola são, na maioria, moradores de sua própria cidade, de 5.000 habitantes, vizinha a Governador Valadares e distante 380 km a leste de Belo Horizonte. O preço gira em torno de US$ 10 mil por pessoa, dos quais US$ 2 mil ficariam com o prefeito a título de "comissão".
A reportagem da Folha esteve na semana passada na agência de viagem e de remessa de dinheiro da família de Bodola, cujo nome verdadeiro é Edson Alves de Souza, sob o pretexto de que queria trazer a mulher aos EUA pela fronteira mexicana. Ouviu de dois funcionários, um deles sobrinho do prefeito, e de uma pessoa ligada ao esquema, detalhes sobre como opera a perigosa travessia.
A Líder Travel Services funciona em duas pequenas salas nos fundos de uma loja de roupas na rua Main, número 255, em meio ao reduto comercial da numerosa comunidade brasileira de Danbury (no Estado de Connecticut), a 110 km ao norte de Nova York.
Embora Bodola seja chamado de "patrão", a empresa está em nome de um de seus irmãos, Robson. Radicado há vários anos na região, o prefeito é bastante conhecido dentro da comunidade brasileira, estimada em cerca de 20 mil habitantes -a maioria, obviamente, não está contabilizada na população oficial da cidade, de 75 mil moradores.
A origem da comunidade de Danbury data do final dos anos 1960, mas o número de brasileiros só começou a crescer a partir da década de 90. O fluxo continua até hoje, e a maioria dos recém-chegados enfrentou a fronteira México-Estados Unidos devido à maior dificuldade para obtenção de visto após o 11 de Setembro. Entre 1996 e 2003, houve um aumento de 926% de brasileiros detidos ao tentarem entrar nos EUA pelo México -de 488 para 5.008.
"Esquema ruim"
Durante conversa com a gerente da agência, Claudete (nome fictício), ela disse que Bodola traz imigrantes pelo México, mas que ele passou o comando a um irmão, Kiko, porque "agora é prefeito".
Curiosamente, a funcionária de Bodola desaconselha, logo no início da conversa, o esquema do próprio chefe: "É muito ruim". E recomenda outro atravessador, que também cobra US$ 10 mil, mas "coloca a sua mulher aqui dentro em três dias".
No verso do cartão da Travel Services, onde se lê "Edson DeSouza - President", Claudete anota um nome e telefone e explica que o serviço inclui todo o transporte, hospedagem e alimentação do Brasil até Danbury.
Mesmo oferecendo o "pacote", a gerente desencorajou várias vezes a viagem pelo México.
Ela afirma que três brasileiras que usam a agência para enviar dinheiro ao Brasil lhe contaram que foram estupradas durante a travessia: "Vou ser sincero pra você, porque agora é a hora da verdade, entendeu? O trem não é muito bonito, não. Eu, sinceramente, não viria".
Para demonstrar os riscos da travessia com o prefeito eleito, ela chama à sala um sobrinho de Bodola, Marcondes (nome fictício). O rapaz, que tem cerca de 20 anos, diz que, após 17 horas caminhando no deserto, foi preso pela polícia americana, ficou um mês detido e "passou fome", mas o tio se negou a ajudá-lo. Extraditado para o México, disse que, na segunda tentativa, conseguiu entrar.
"Eu não recomendo, não", diz e dá uma risada nervosa. "O esquema dele é ruim de tudo. Ruim demais. Ainda mais a sua esposa."
Claudete completa, exaltada: "Ele veio, na hora que ligou para o próprio tio e disse que estava preso, o tio disse: se vire".
A gerente diz que um dos problemas do esquema é que a parte de Bodola se resume a conseguir clientes em troca de US$ 2 mil de comissão por pessoa. A viagem em si é responsabilidade do que ela chama de "pessoal".
"Suponha que eu sou o Edson e você é a pessoa que traz. Aí eu ganhava a minha comissão pegando um fulaninho e te entregando. Porque, na hora em que o menino te pagasse US$ 10 mil, pelo menos US$ 2 mil eram meus, mas seu compromisso é para lá", afirma.
Na saída da sala, o repórter conversa com um homem de cerca de 40 anos, conhecido como Pardal, que tenta vender o esquema de Bodola. Ele afirma que o negócio é agora controlado pelo irmão, identificado como Kiko e também morador de Divino das Laranjeiras.
Ao ouvir a proposta de Pardal, a gerente voltou a desaconselhar a travessia. "É a mesma porcaria!", disse. "Vou dizer a verdade pra você: a sua esposa vai se foder!"
"Esse Kiko é irmão de Edson. É o mesmo esquema. Ele é prefeito, parou e falou: "Aqueles US$ 2 mil de comissão, você pega". É isso", disse, irritada com Pardal. E mais uma vez alertou: "Eu tô falando pelo amor de Deus, não vem. Até o sobrinho, que é sangue...".
FOLHA DE SÃO PAULO. Domingo, 26 de dezembro de 2004, página A14
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7/12/2004
Grupo de 64 brasileiros é deportado dos EUA após prisão
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RAFAEL CARIELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
Um grupo de 64 brasileiros deportados dos EUA depois de serem presos tentando atravessar a fronteira do México para entrar ilegalmente naquele país chegou ontem ao Brasil, num vôo comercial que aterrissou em São Paulo.
O anúncio da chegada dos brasileiros foi feito à imprensa pela assessoria do senador Marcelo Crivella (PL-RJ), que está desde a semana passada visitando centros de detenção de brasileiros ilegais nos Estados Unidos.
Segundo o consulado do Brasil em Houston, brasileiros são expulsos semanalmente do país. O "ineditismo" deste vôo está no número, diz o consulado, já que as companhias aéreas geralmente limitam a quantidade de deportados a no máximo 12 por viagem.
Crivella acusa a política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva de ser a responsável pelo "vexame" do crescimento do número de brasileiros presos ao tentar atravessar a fronteira do México -8.800 este ano, segundo o senador, contra 5.008, em 2003, e 488, em 1999, de acordo com dados obtidos pela Folha.
"Nossos jovens estão sem perspectiva. É preciso diminuir o superávit primário, baixar os juros."
O senador disse ter conseguido o aumento do número de vagas num vôo comercial em negociações com o Departamento de Segurança Interna dos EUA. Pressionadas com a possibilidade do aluguel de vôo "charter" para transportar os brasileiros, as empresas aéreas americanas permitiram, ele disse, o transporte de um número maior de ilegais.
Segundo Crivella, outros 60 imigrantes chegarão ao país na próxima segunda, além de outros, em grupos de 12.
Os deportados estavam no centro de detenção Limestone, no Texas. A maioria (43) tinha saído de Minas. Havia ainda migrantes de Rondônia, Goiás, São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina e Bahia. Ficaram presos por períodos de 20 dias a quatro meses, e gastariam até US$ 10 mil pela travessia (o valor total só seria pago se a empreitada fosse bem sucedida).
Segundo o diplomata Manoel Gomes Pereira, que acompanhou o grupo, ele e Crivella visitaram centros de detenção nos EUA para trazer o maior número possível de ilegais ao país antes do Natal.
FOLHA DE SÃO PAULO, 7 de dezembro de 2004. FOLHA COTIDIANO |
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7/12/2004
Motorista reencontra mulher diante da TV
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Desempregado nadou e dormiu com ratos
Adaílton Sequeto, 29, motorista desempregado há três anos, morador de Franco da Rocha (SP), não fugiu da imprensa. Muitos de seus colegas de vôo, deportados dos EUA, tentaram evitar as câmeras de TV e os holofotes no rosto. Ninguém esperava por ele -sua mulher não sabia a hora do vôo, contou.
O senador Marcelo Crivella (PL-RJ) disse não ver problema na exposição dos migrantes na mídia. "Eles é que devem dizer" se querem falar, disse. Crivella diz não ver "vergonha" no fato de serem vítimas de uma "crise social esmagadora".
Sequeto gastou US$ 2 mil numa viagem que acabou antes de encontrar os primos que trabalham na construção civil, em Boston. Pagaria mais US$ 8 mil aos coiotes -que fazem o "contrabando" humano na fronteira- caso fosse bem sucedido. Ficou longe de casa 32 dias, 15 deles detido.
Preso numa rodoviária, passara uma noite em meio a ratos, com outros oito brasileiros, debaixo de um barracão de madeira no México. Cruzou um rio, com água no pescoço.
Agora, é levado num carro de uma rede de TV para reencontrar a mulher, Ieda. Outros carros de reportagem vão atrás. Param perto da casa. Ele salta, tiram fotos, filmam. Volta com a mulher. A pedidos, se beijam. Adaílton e Ieda pedem emprego para as câmeras. (RC)
FOLHA DE SÃO PAULO. Terça-feira, 7 de dezembro de 2004. FOLHA COTIDIANO |
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23/4/5
Prisão de brasileiros na fronteira USA-México cresce 10 vezes.
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Três mortos e 54 presos. Esse é o saldo negativo das dramáticas tentativas de brasileiros de entrar nos Estados Unidos pelo meio mais perigoso – atravessando a fronteira do México e enfrentando o inóspito deserto logo em seguida. E todo esse revés aconteceu em pouco mais de um mês. Ninguém nunca vai saber, na realidade, quantos, dos brasileiros que nesse mesmo período tentaram atravessar a fronteira, alcançaram êxito nessa arriscada empreitada.
Esses dados, a propósito, comprovam a preocupação das autoridades mexicanas e americanas, que falam de um “alarmante” crescimento do número de brasileiros que tentam entrar nos Estados Unidos pela fronteira mexicana. A pedido do jornal Folha de S.Paulo, o Serviço de Imigração americano levantou os números relativos à prisão de brasileiros na fronteira, indicando um assustador aumento de 926% em apenas quatro anos: 488 em 1999; 5008 em 2003; 4401 em 2004.
Segundo o jornal goiano O Popular, os agenciadores de emigrantes ilegais cobram, em média, $6 mil para ajudar seus clientes a chegar aos Estados Unidos, mas se o distinto quer o apoio de autoridades da polícia ou do serviço de imigração do México para uma travessia bem-sucedida, basta pagar $600 a mais. Enquanto isso, a Patrulha de Fronteira usa equipamentos cada vez mais sofisticados, como o avião sem piloto (foto) para vigiar a fronteira.
FONTE: www.tbrazilianpost.com |
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23/4/5
Prisão de brasileiros na fronteira USA-México cresce 10 vezes.
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Três mortos e 54 presos. Esse é o saldo negativo das dramáticas tentativas de brasileiros de entrar nos Estados Unidos pelo meio mais perigoso – atravessando a fronteira do México e enfrentando o inóspito deserto logo em seguida. E todo esse revés aconteceu em pouco mais de um mês. Ninguém nunca vai saber, na realidade, quantos, dos brasileiros que nesse mesmo período tentaram atravessar a fronteira, alcançaram êxito nessa arriscada empreitada.
Esses dados, a propósito, comprovam a preocupação das autoridades mexicanas e americanas, que falam de um “alarmante” crescimento do número de brasileiros que tentam entrar nos Estados Unidos pela fronteira mexicana. A pedido do jornal Folha de S.Paulo, o Serviço de Imigração americano levantou os números relativos à prisão de brasileiros na fronteira, indicando um assustador aumento de 926% em apenas quatro anos: 488 em 1999; 5008 em 2003; 4401 em 2004.
Segundo o jornal goiano O Popular, os agenciadores de emigrantes ilegais cobram, em média, $6 mil para ajudar seus clientes a chegar aos Estados Unidos, mas se o distinto quer o apoio de autoridades da polícia ou do serviço de imigração do México para uma travessia bem-sucedida, basta pagar $600 a mais. Enquanto isso, a Patrulha de Fronteira usa equipamentos cada vez mais sofisticados, como o avião sem piloto (foto) para vigiar a fronteira.
FONTE: www.tbrazilianpost.com |
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